domingo, 2 de setembro de 2007

A Morte do Poeta....Morre o amor,Morre a flor



A Morte do Poeta



Ontem passara a carruagem

Atras toda corte corria

Misturavam-se alucinados

A nobreza e uns coitados

Todos queriam se despedir

Daquele que soube despir

A tristeza como ninguém




O sol nasceu encruado

Acompanhado dum céu avermelhado

O dia,as horas passam devagar

Pois o sonho,o amor houvera de acabar

O povo ali ressabiado

Lembravam das florem que caiam

Por cima do túmulo do coitado




Ontem cantavam ao sopro dos anjos

Nunca houveram imaginado

Que o silêncio doia e castigava

O sangue a veia artistica

Nunca mais houvera de correr

Naquelas artérias que repousavam

No frio chão de madeira onde enterravam




Choram o povo a dor de ter perdido

Alguém que falava de amor num suspiro

Cantava versos saia as ruas do reinado

Transformava espinho em punhado de flores

Cantava,Cantava amores



Morre,morre a alma de um poeta

Foi sepultado a literatura

Morre ,morre devagar

A dor que jamais iria se acalmar

Morre,morre depressa

A desilusão que se despeça

Morre,morre mesmo

Essa veste carnal que emprestaste

Mas viva ,viva sim a alma que deus desiguinaste


Poeta Allan Garrido
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Um comentário:

Anônimo disse...

Sou sua fã.
Amei a "Queda dos Anjos", triste mas nosso país está tãotriste e violento que só lendo poesias para acalmar nossa alma sofrida.
Viajar num mundo lindo, imáginário e perfeito.
Voce é Dez...te adoro