
A Morte do Poeta
Ontem passara a carruagem
Atras toda corte corria
Misturavam-se alucinados
A nobreza e uns coitados
Todos queriam se despedir
Daquele que soube despir
A tristeza como ninguém
O sol nasceu encruado
Acompanhado dum céu avermelhado
O dia,as horas passam devagar
Pois o sonho,o amor houvera de acabar
O povo ali ressabiado
Lembravam das florem que caiam
Por cima do túmulo do coitado
Ontem cantavam ao sopro dos anjos
Nunca houveram imaginado
Que o silêncio doia e castigava
O sangue a veia artistica
Nunca mais houvera de correr
Naquelas artérias que repousavam
No frio chão de madeira onde enterravam
Choram o povo a dor de ter perdido
Alguém que falava de amor num suspiro
Cantava versos saia as ruas do reinado
Transformava espinho em punhado de flores
Cantava,Cantava amores
Morre,morre a alma de um poeta
Foi sepultado a literatura
Morre ,morre devagar
A dor que jamais iria se acalmar
Morre,morre depressa
A desilusão que se despeça
Morre,morre mesmo
Essa veste carnal que emprestaste
Mas viva ,viva sim a alma que deus desiguinaste
Poeta Allan Garrido
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Um comentário:
Sou sua fã.
Amei a "Queda dos Anjos", triste mas nosso país está tãotriste e violento que só lendo poesias para acalmar nossa alma sofrida.
Viajar num mundo lindo, imáginário e perfeito.
Voce é Dez...te adoro
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